
Conheci-a primeiro como musa (quem pode esquecer o famoso convite para uma festa com as fotografias dela sobre um sofá vermelho?) e dragão vedando aos que não a mereciam a porta do Frágil. Depois foi a enorme epopeia do “Abraço”, iniciada numa altura em que entre nós os seropositivos eram ignorados, ostracizados mesmo. Finalmente o merecido reconhecimento vindo de todos os sectores. Contudo, Margarida Martins continua a lutar pelos direitos que deveriam ser reconhecidos, respeitados e garantidos a qualquer cidadão, pelo fim das injustiças que ainda constituem a trama profunda da nossa sociedade. Foi quase uma provocação convida-la para “Na Cozinha com Elas”. Mas se tínhamos decidido que as pessoas a entrevistar deveriam ser escolhidas entre quem de facto tivera um impacto nos diversos sectores da vida portuguesa, a lista ficaria definitivamente incompleta se o seu nome não figurasse nela. (JGV)